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| Vista de Iguape, do Mirante do Cristo |
Pra quem estiver com um tempinho a mais em sua viagem, vale à pena alterar o percurso de volta e fazer uma parada em Iguape. Saindo de Antonina, pegue a rodovia PR-405 e siga até a divisa com o estado de São Paulo, onde ela se tornará a SP-101. Após isso, é só seguir as informações que indicam o município. Com pouco mais de 27 mil habitantes, segundo o IBGE 2001, a cidade possui grandes atrativos que envolvem sua história e suas belas paisagens naturais, como praias, edifícios históricos, museus, além da Estação Ecológica de Juréia-Itatins
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| Interior Basílica do Senhor Bom Jesus do Iguape |
Fundada por volta de 1538, Iguape foi bastante valorizada nos meados deste século, quando foram descobertos veios auríferos na região. Entretanto, nos fins do século XVII, com a descoberta de imensas fontes de ouro nas Minas Gerais, os mineiros iguapenses se voltaram para esta região, fazendo com que Iguape e região entrassem em decadência. Após passar por períodos de grandes dificuldades, a cidade voltou a se reerguer no século seguinte, com atividades de construção naval. Mas somente na primeira metade do século XIX o município atingiu seu grande apogeu, através do ciclo do arroz. A produção de arroz de Iguape chegou a recebeu prêmios por sua qualidade e a cidade obteve expressiva importância econômica no período. Porém, em fins do século XIX, com a falta de modernização da lavoura, a abolição da escravatura e a abertura do Valo Grande, que assoreou o Mar Pequeno, onde se localizava o principal porto de exportação do local, a atividade começou a entrar em decadência, trazendo grandes prejuízos à cidade, que só voltou a se reerguer a partir da década de 1930, com atividades de pesca, produção de palmito e banana e, mais tarde, novas indústrias. Atualmente, uma das principais atividades econômicas de Iguape é o turismo e o município se organiza, cada vez mais, para buscar a qualidade neste setor. (Dados obtidos através de relatos do Prof° Zysman Neiman e do site http://www.guiadeiguape.com.br/).
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| Casario antigo |
Atividades e atrativos é o que não falta em Iguape e região. A cidade possui o maior centro histórico e arquitetônico preservado do Estado de São Paulo, com mais de 60 construções em estilo colonial português, dentre eles igrejas e casarões. Num rápido passeio pela cidade já se pode perceber a enorme quantidade estes edifícios preservados e, consequentemente, a importância histórica de Iguape. Diversos museus contam um pouco desta histórica, de mais de 470 anos, cheia de altos e baixos. O Museu Histórico e Arqueológico, localizado no centro histórico, se instala no edifício em que antes funcionava a primeira Casa de Fundição de Ouro do Brasil. O local expõe painéis gráficos, objetos e documentos que retratam este período histórico e na exposição arqueológica, são encontrados ícones que retratam os sinais da ocupação pré-colonial, como objetos cerâmicos e ósseos. O Museu de Arte Sacra, instalada na Igreja do Rosário, expõe santos pratarias, objetos e relíquias religiosas da história da cidade.
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| Basílica do Senhor Bom Jesus de Iguape |
A principal igreja do município é a Basílica do Senhor Bom Jesus de Iguape, construída por escravos, entre os séculos XVIII e XIX, em pedra, argamassa e óleo de baleia. Padroeiro da cidade, Bom Jesus de Iguape, possui grande tradição na cidade e uma festa popular religiosa é realizada todos os anos em sua homenagem, a Festa de Agosto, com missas, palestras, procissões, shows e feiras. Assim, a cidade recebe romeiros de todos os lugares do Brasil que vão render graças a Bom Jesus. Os principais atrativos naturais da região de Iguape estão praticamente concentrados na Estação Ecológica de Juréia-Itatins. A Unidade de Conservação abrange os municípios de Miracatu, Itariri, Peruíbe e Iguape, sendo esta abrigando maior área. Como forte atrativo, destaca-se o Costão da Juréia, onde se pode observar ecossistemas costeiros como dunas, restingas e mata atlântica. O acesso ao local depende das marés, que podem impedir ou liberar a passagem. O Costão ainda é porta de entrada para uma das mais famosas trilhas da região, a Trilha do Imperador. A trilha recebeu este nome por servir de transporte de mercadorias e passagem de informação entre o império e outras regiões do país, e recebeu uma linha telegráfica ligando Iguape e Santos, em 1871. Durante o percurso pode-se encontrar vestígios da atividade telegráfica e grandes exemplares de Mata Atlântica.
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| Casario histórico |
O Mirante do Cristo oferece uma ampla vista de toda a cidade de Iguape e Ilha Comprida, onde se pode avistar o Complexo Estuarino Lagunar do Mar Pequeno, rico em vegetação de mangue, berçário de espécies marinhas; o Valo Grande e outras ilhas. Vale a pena uma visita pelo local, que pode ser acessado de carro, a pé, de motocicletas ou bicicletas. O mirante também é ponto de partida para outra trilha, de 2 km de extensão, que se estende até o mirante da Pedra Lisa, podendo ser observadas espécies da mata atlântica como figueiras, bromélias, orquídeas, entre outras.
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| Mirante do Cristo |
Àqueles que buscarem outras opções, há a possibilidade de fazer uma visita ao município de Ilha Comprida. O acesso é feito por uma ponte que liga Iguape à ilha, onde turistas pagam pedágio. No município de Iguape, atrativos não faltam, entretanto, a cidade caminha no desenvolvimento da atividade turística e alguns quesitos deixam a desejar. Não há uma boa oferta de estabelecimentos de hospedagem na cidade, se restringindo a poucos locais e, muitas vezes, com serviços ineficientes. O mesmo se conclui para os estabelecimentos de restauração, que não possuem características fortes, nem mesmo tradicionais da região. Mas, ainda assim, recomenda-se uma passagem pela cidade para desfrutar de suas belezas naturais e de seu patrimônio histórico de extrema valia.
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